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Festa de São João de Meriti - 26 de junho de 2004

Veja as fotos desse evento.

A festa do padroeiro de São João de Meriti ocorre há muitos anos. Segundo nosso amigo Zezinho (seu Ezequiel, pai do professor Nelson), já existia a festa em 1949, quando ele chegou ao município, emancipado em 1947.
Há muito também que perdeu as características de uma festa junina tradicional, com quadrilhas. A festa, que dura 10 dias, incluindo o dia de São João, 26 de junho, agora, oferece atrações com lambaeróbica, pagode e rock. De tradicional, restam as barracas de cocada, milho, quentão e outros alimentos e bebidas típicos. Encaramos a sugestão do Zezinho para uma apresentação nesse evento como uma esperança de contribuir para recuperar a tradição no município. Sabíamos desde o início que seria difícil apresentar o jongo àquelas pessoas que lotavam a Praça da Matriz, por se tratar de algo inteiramente novo para elas. A dificuldade seria facilmente enfrentada porque pensávamos no nosso sonho de difundir nossa cultura em comunidades que a estranhem.
Partimos para lá muito animados, embora inseguros, porque, acostumados à roda de pé no chão, de pé de chinelo, subiríamos ao palco montado na frente da Igreja da Matriz.
Enquanto aguardávamos, muito bem recebidos pelo pessoal da organização da festa na Igreja, fomos nos ambientando. Muitos foram os momentos em que a Vanusa, ex-moradora do município, alertou que teríamos de ter força, porque o público poderia reagir hostilmente ao desconhecido jongo. Era muita gente (a fotografia nº 16 dá uma idéia da multidão presente), e muita gente vibrando com a apresentação de figurino peculiar da lambaeróbica. Era de se esperar que estranhassem nossas saias de chita.
Estávamos, então, preparados para a batalha (não seria a última).
Subimos ao palco à uma hora, para uma apresentação de 15 minutos. Logo no primeiro ponto puxado começamos a ouvir as piadas habituais (hábito, claro, desenvolvido por aqueles que ignoram nossas tradições, vítimas da massificação da cultura), que associam a dança às religiões africanas e nutrem preconceito contra essas manifestações. A partir do terceiro ponto de jongo, fomos alvejados por garrafas plásticas de água e refrigerantes, Larissa foi atingida nas costas, o locutor da festa tomou nossas dores e prometeu devolver aos donos as garrafadas.
Embora um pouco contrariados com a recepção, compreendemos que nossa missão estava em andamento, queríamos mudar situações como essa, não nos acomodar a ir somente aos lugares onde somos bem aceitos. Nossa meta e difundir nossa cultura, não apenas ser aplaudidos.
Próxima parada: Festa da rua José Ferreira Lemos.


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