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Fazendas de café, cafezais


A última leva de negros escravos vindos da África desembarcou na região sudeste para lavourar as fazendas de café, que se estendiam ao longo do vale do rio Paraíba do Sul, desde o norte capixaba até o estado de São Paulo, cortando os estados mineiro e fluminense. Essas fazendas foram se instalando nessa região, aproveitando o leito do rio e os caminhos onde a família real portuguesa fazia sua passagem, entre Minas Gerais e Rio de Janeiro, também facilitando o acesso aos portos e estradas para a exportação da monocultura. Em todo esse processo se utilizava a mão-de-obra escrava, como já sabemos, de negros africanos trazidos traficados em grandes navios negreiros. Muitos deles vinham de Angola, um outro país colonizado pelos nossos exploradores. Alguns também devem ter origem na região do Congo; estes, de origem banto.

Nessa época, o Brasil tinha no café a sua principal atividade financeira e na mão-de-obra escrava dos negros sua maior fonte de economia e renda. Eram esses pretos de origem africana que sustentavam o país.

Entre o final do século XVIII e o final do século XIX, todo esse contingente trabalhou forçadamente nos cafezais, lavourando o café. Entre uma folga e outra, aproveitando as festas dos santos católicos que os senhores cultuavam, os escravos reuniam-se em volta de fogueiras, pegavam seus tambores e brincavam a noite inteira. Era a única maneira desse povo cultuar suas tradições, através de danças, músicas e cantos.

O jongo, conhecido também como caxambu, nome proveniente de um tambor que recebe esse mesmo nome, provavelmente foi uma grande unanimidade entre essas comunidades vindas de Angola para o centro-sul do Brasil e é visto até hoje em muitas localidades que ficam no vale do rio Paraíba do Sul. Os cantos fazem lembrar o dia-a-dia de trabalho, os entes e outros jongueiros falecidos, a terra natal e cultuam, além disso, as crenças e entidades de seu continente. Tudo isso feito com muita sabedoria, em linguagem cifrada, que era para os senhores não se intrometerem nos assuntos que não lhes pertenciam. Havia no jongo uma espécie de disputa de sabedoria entre os jongueiros, que eram sempre os mais antigos, mais sábios, aqueles que podiam certamente entender a demanda.

Edgard Freitas


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livro de visitas webmail Última atualização: 2016-04-12 17:22:34
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